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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Literatura no Metrô


Andamos por aí, mas nem sempre paramos para observar o que há em nossa volta. Um exemplo disso são as exposições que temos ao longo do caminho pelos quais passamos. Estive na estação Santa Cecília – SP. Nas suas duas saídas encontramos muita cultura, em extensos corredores que nos leva para a rua.



Em um dos trechos podemos ver um pouco de nossa literatura brasileira, contando um pouquinho da história do nosso descobrimento e a chegada dos Portugueses ao Brasil e alguns escritos de intelectuais que fundaram a literatura moderna,  autores famosos que fizeram história no nosso país.


Em outra saída não podemos deixar de ver a história do samba e as roupas que fizeram sucesso no século XIX. Um amplo corredor por onde passam centenas de pessoas diariamente sem observar o que há. Fiquei lá por algumas horas, e o tempo em que estava lendo , observando a linha do tempo. Muitas pessoas paravam e olhavam para eu e para as obras de arte. Pessoas que passam por ali todos os dias, mas que não veem.

O trecho que escolho para dissertar é o da obra O cortiço de Aluizio de Azevedo. Um dos meus poetas favoritos do naturalismo brasileiro. Que mostra como viviam os moradores de uma comunidade em Botafogo, onde João Romão induzido pelo capitalismo selvagem, cujo seu objetivo principal era enriquecer rapidamente, mesmo que tenha que roubar dos outros para crescer ilicitamente. Um homem que explora todos que trabalham a sua volta e assim segue vivendo o capitalismo selvagem. 

Em meios a ida e vinda traçam um paralelo com a realidade pela qual estamos passando e um simples texto como esse, mostra que ainda existem muitas pessoas como essas que vivem rodeadas de pessoas que só pensam em si mesmo, tentando crescer a qualquer preço e assim esquece os outros. O cortiço é uma representação de exploração, que o ‘’soberano’’ fazia o que bem entendia com os pobres coitados, que se sacrificava para ganhar míseros tostões.  Cada leitor que passa pela estação faz uma breve interpretação do trecho exposto, alguns com profundidade outros com menos, mas observam seja lá de qual forma for.

Fotos:
Pelos corredores de Santa Cecília – SP 


 (Um pouquinho da copa do mundo de 1958 quando o Brasil foi campeão do mundo - Foto: Roberta Mesquita ).


Danças que fizeram sucessos e a moda da época



Por: Tiago Mesquita
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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Exposição Jorge Amado


“Jorge Amado e Universal”: Um olhar inusitado sobre o homem e a obra

Olá meu queridos amigos. Estive em visita ao museu de Língua Portuguesa no último sábado (05) de Maio, e pude prestigiar a exposição de Jorge Amado. Recomendo  a todos! A exposição aocntece de 17 a 22 de julho.
A mostra está dividida em módulos distintos, cada um deles dedicado a um aspecto marcante na vida do autor. Não existe a pretensão de esgotar nem a biografia, nem a criação ficcional de Jorge Amado. A ideia é fornecer pistas, sugerir caminhos, para que o visitante fique instigado, tenha vontade de ler e de descobrir mais depois da exposição, aliás, esta é uma característica sempre presente nas exposições realizadas no Museu da Língua Portuguesa.

O primeiro módulo é dedicado aos personagens –nove,entre tantos, foram escolhidos por representar a diversidade e abrangência da obra em diversos períodos: Gabriela e Nacib (Gabriela Cravo e Canela, 1958), Dona Flor (Dona Flor e seus Dois Maridos, 1966), Os capitães da areia (Capitães da Areia, 1937), Pedro Arcanjo (Tenda dos Milagres, 1969), Antonio Balduíno (Jubiabá, 1935), Guma e Lívia (Mar Morto, 1936), O Menino Grapiúna (O Menino Grapiúna, 1981), Santa Bárbara (O Sumiço da Santa, 1988) e Quincas (A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água, 1961).

Eles estão em destaque em materiais audiovisuais que ajudam a contextualizar a obra do escritor e introduzem o visitante ao universo ficcional de Jorge Amado.Neste módulo, os visitantes encontram datiloscritos com correções feitas à mão por Jorge Amado, ilustrações das obras, fotos que remetem ao universo dos romances e algumas curiosidades, como produtos e restaurantes que levam nomes dos personagens. Vários monitores apresentarão trechos das obras selecionadas. 

No mesmo módulo uma grande instalação passa a ideia da verdadeira multidão de personagens principais e figurantes criados pelo autor. Milhares de fitas similares à tradicional fitinha do Senhor do Bonfim cobrem uma parede, trazendo,em cada uma delas, nomes de outros personagens – sejam fictícios, como Tieta (de Tieta do Agreste), Florzinha (de Tocaia Grande) e Ana Mercedes (de Tenda dos Milagres); ou pessoas reais que Jorge Amado inseriu na ficção, como Getúlio Vargas, Hitler e Lampião.

O segundo módulo apresenta a vida política do autor, que chegou a ser eleito Deputado Federal por São Paulo e era um destacado comunista de sua época.
O terceiro módulo é dedicado às misturas que, segundo Jorge Amado, caracterizam o Brasil – sobretudo a miscigenação e o sincretismo religioso.Uma grande instalação colorida, abriga resultados de uma pesquisa por amostra de domicílio – PNAD/1976.

  O módulo seguinte é dedicado à malandragem e à sensualidade presentes na obra do autor.Através de rachaduras estrategicamente abertas nas paredes, o visitante pode se deliciar com trechos de livros de Jorge Amado.

  O quinto módulo apresenta um pouco da Bahia tal como foi ‘(re)inventada’ por Jorge Amado, com suas belezas e suas mazelas.O mar e o cacau, elementos importantes para o universo do autor, estão presentes neste módulo de maneira inusitada.
Casa dos Milagres é o nome do sexto módulo que trará objetos pessoais do autor, correspondências, fotografias e até suas famosas camisas floridas.

  A mostra traz ainda espaço para depoimentos de amigos, artistas e críticos ,além de depoimentos de anônimos construindo,assim, uma cronologia sintética da vida do escritor e destacando sua presença internacional, entre outros aspectos.

  Uma das marcas mais fortes do escritor era exatamente a sua capacidade de transitar entre o universo erudito e o popular, entre o terreiro de candomblé e a  Universidade de Sorbonne.

  Entre os depoimentos escolhidos, o da sua esposa Zélia Gattai e o da filha Paloma Amado, contam sobre o processo de criação de Jorge, explicando que os personagens normalmente “mandavam”. Por exemplo:em Dona Flor, o autor pretendia que ela fosse embora com Vadinho, mas a protagonista “decidiu” ficar com os dois maridos aqui na Terra.

  Um emocionante depoimento do próprio Jorge Amado contando que, no curto período em que foi Deputado Federal, em 1946, conseguiu aprovar a lei que garante a liberdade de culto no Brasil ,destaca-se na exposição.

  Já na área final da mostra são exibidos muitas edições de livros do autor publicados em diversos países – de uma capa finlandesa de Tocaia Grande a uma edição de bolso francesa de Dona Flor. 



Vale a pena visitar.

Fonte: Museu da Língua Portuguesa
Texto adaptado. 
Fonte Imagens: Arquivo pessoal

Por: Tiago Mesquita
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quarta-feira, 21 de março de 2012

Exposição Masp-SP

ROMA - A VIDA E OS IMPERADORES

 
Formado por riqueza cultural que abrangeu toda a Europa e parte da Ásia e da África, o Império Romano fundiu costumes e tradições que se propagaram pelo mundo ao longo dos séculos. Em Roma - A Vida e os Imperadores, o desafio é recontar a trajetória do povo e dos imperadores romanos no período tardio da República e primeiros séculos do Império Romano por meio da arte, da arquitetura triunfal, das cerimônias de poder, da vida cotidiana, das célebres conquistas e da opulência do Império.
De 25 de janeiro a 22 de abril, o público poderá apreciar o deslumbrante acervo que sai da Itália pela primeira vez, vindo de importantes instituições como o Museu Arqueológico Nacional de Florença, o Museu Nacional Romano, o Museu Nacional de Nápoles, o Antiquário de Pompeia, o Museu Arqueológico de Fiesole e a Galeria Uffizi. A exposição marca a abertura da programação do MASP no Momento Itália Brasil 2011-2012.
A curadoria, assinada por Guido Clemente, professor de História Romana da Universidade de Florença, em parceria com uma comissão de estudiosos e historiadores dos principais museus italianos de arqueologia, buscou privilegiar a abordagem dos imperadores de Roma do ponto de vista do exercício de seu poder e de suas diferentes personalidades. “Augusto, por exemplo, foi o modelo de respeito pela tradição; ao contrário de Nero, que quebrou todas as regras e fez do papel imperial símbolo de tirania e crueldade. Trata-se de um verdadeiro obcecado pelo luxo”, explica o curador, para quem a variedade de peças é a verdadeira riqueza da exposição, pois permite ao visitante o acesso a um mundo complexo. “Tentamos colocar o poder imperial em perspectiva e lidar com o que o Império realmente foi. Neste sentido, tratamos da vida social e familiar, da escravidão, da economia, dos hábitos diários, da religião, dos costumes, do trabalho, das casas dos ricos e da forma como os menos afortunados viviam”, afirma.
Entre os destaques estão três paredes com afrescos da Vila de Pompeia, as estátuas de Júpiter, de Lívia (esposa de Augusto) e da deusa Isis, a Cabeça Colossal de Júlio César em mármore, máscaras teatrais, escultura de Calígula, Armadura de Gladiador, desenhos do Coliseu, a Lamparina de Ouro e cerca de 60 joias.
A exposição é uma realização da Casa Fiat de Cultura, do Gabinete Cultura e Escritório Emílio Kalil, com patrocínio da Fiat Automóveis, co-patrocínios do Bradesco e Santander, parceria da APPA e apoio do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, da Embaixada Italiana no Brasil e do Momento Itália-Brasil.





  • Roma - A Vida e os Imperadores370 peças e obras originais recontam fatos e costumes do período tardio da República e primeiros séculos do Império Romano.

    Local: Galeria Clemente de Faria, 1 e 2 subsolos do MASP (Avenida Paulista, 1578).

    Período: 25 de janeiro a 22 de abril de 2012
    Horários: Terças a domingos e feriados, das 11h às 18h. Quintas-feiras das 11h às 20h. A bilheteria fecha sempre 30 minutos antes.

    Ingressos: R$15,00. Estudantes, professores e aposentados com comprovantes pagam R$7,00. Visitantes até 10 anos e acima de 60 anos de idade têm entrada gratuita.

Imagens:
1 - Estátua di Calígula, Arquivo Museu Nacional de Nápoles
2 - Baixo-relevo com Vendedor de Travesseiros - Arquivos da Galeria Uffizi

Fonte: masp.art.br - Texto adptado.

Por: Tiago Mesquita
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